segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ANIQUIRONA, POEMA 26

Há uma mulher em minha casa
Eu não sei se olha para o canto, para o mundo
De qual lugar ela se gira.
É como o vento, árvore noite, uma oração para os casos difíceis.

Eu não sei, e ainda assim eu sei que é um ensejo.
Como se o sonho não fosse o suficiente
Para entender completamente.
Minha mente se volta para as alturas, como candidato a não sei qual  cordilheira
Eu não sei de qual precipício.
Há uma mulher que se casou comigo
Quando eu descobri apenas
Que nasci para ser um homem e dormir.

Uma mulher de cera e maçãs gigantes Guáimaros.
Com um suave suado feminino e, o que acontece a um rio resmungando ventos moderados de nostalgia plausível ou fantástico mundo.

Uma mulher em meus sonhos
Uma mulher em que nem eu não sei , para quais locais cessa a fazer curvas.

A mulher a quem as árvores, os pássaros e até mesmo campos do quotidiano falado com a vocação maravilhosa COMUNICAM-lhe segredos inescrutáveis pedras e rios

Há uma mulher que olha nos meus mundos subterrâneos e os seus seios como  decantado balsâmico são como sombras que vivo, e sabe todos os segredos das minhas noites oprimidas na lua macia da minha angústia.

Winston Morales Chavarro
Diva Franco

Nenhum comentário: